Algas vermelhas na nutrição bovina: Menos metano, mais eficiência

A discussão sobre emissões no agro ganhou ritmo nos últimos anos. Entre as soluções estudadas, a inclusão de algas vermelhas na dieta de bovinos se destacou por algo raro: evidências consistentes. A Asparagopsis taxiformis é a espécie mais pesquisada. Ela contém compostos que interferem na ação de microrganismos responsáveis pela produção de metano no rúmen. A fermentação continua, o animal aproveita melhor os nutrientes, mas o metano cai de forma clara.

Os números chamam atenção porque são replicáveis em diferentes estudos. Quando usada em níveis controlados, a alga consegue reduzir o metano entérico em porcentagens altas. Isso não depende de grandes mudanças no manejo, apenas de formulação adequada e acompanhamento técnico.

O benefício não é só ambiental. A energia que iria para a formação de metano fica disponível para ganho de peso ou produção de leite. Em outras palavras, menos perda no processo. É uma abordagem simples e pautada em química, não em expectativa.

Para o produtor brasileiro, a adoção desse tipo de aditivo ainda exige análise de custo, disponibilidade e regulamentação. O mercado está se ajustando. A vantagem é que o conceito já está validado. Nutrição alinhada com baixa emissão é parte de um modelo produtivo mais eficiente e mais competitivo.

O agro nacional tem espaço para liderar esse tipo de prática. Algas vermelhas não substituem manejo, saúde de rebanho ou tecnologia no campo. Elas se somam ao pacote. É um ajuste pequeno que gera impacto real quando aplicado com critério.

A Agrosure acompanha essas frentes porque eficiência e precisão não vivem só nas máquinas. Vivem em decisões diárias que reduzem perdas e entregam dados confiáveis. A nutrição com algas vermelhas é um desses caminhos que vale observar com atenção. É ciência aplicada ao campo, com resultado que dá para medir e replicar.

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